Com base nas experiências de alguns dos países que adotaram políticas externas feministas, percebe-se que eventual anúncio desse tipo por parte do Brasil dependeria de retomada de ação externa voltada para a promoção da igualdade de gênero, aliada a políticas de equacionamento da enorme desigualdade à qual as mulheres brasileiras estão submetidas em território nacional – inclusive aquelas que buscam entrar e progredir na carreira diplomática. Uma vez tomada a decisão de perseguir política externa com foco na igualdade de gênero, considera-se que o Brasil teria contribuição específica à construção mundial do conceito de políticas externas feministas, dando voz à perspectiva de países em desenvolvimento, com recorte de raça, etnia e classe, e escopo não binário.