Neste artigo, apresentamos uma problematização sobre a participação política das
mulheres no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tratando de seus papéis na
disputa pela terra. Dessa atuação, decorrem tentativas de construir novas relações de gênero
no cotidiano dos acampamentos e assentamentos. O objetivo é entender qual a relação dessa
luta social com a luta feminista, refletindo sobre os caminhos pelos quais o MST tem trabalhado
essas questões no interior da organização desde os anos 2000, por meio da consolidação de uma
instância organizativa interna denominada “Setor de Gênero”. Buscamos compreender os limites
enfrentados na criação desse setor e em sua posterior atuação, identificando os desafios para
ampliar e qualificar o protagonismo das mulheres no interior da organização e na luta cotidiana
pela terra.