Este estudo propõe uma descentralização epistêmica do movimento feminista, de modo que seja
possível pensarmos em caminhos para uma prática feminista decolonial. Assim, é necessário lançarmos
um olhar crítico ao projeto histórico do capital, cujas categorizações sociais tornam invisíveis as
experiências e demandas de mulheres não-brancas. Os estudos sobre gênero e colonialidade
elaborados por Rita L. Segato (2011) e María Lugones (2008) serão substanciais para uma profunda
análise do sistema colonial de gênero, desarticulando classificações colonialistas e propondo
alternativas particulares às mulheres da América Latina.