Objetivo: identificar os conceitos que compõe as enunciações feministas decoloniais, no sentido de reconhecê-las e
melhor compreendê-las dentro do contexto em que são produzidas, significadas e acionadas na proposição de políticas
e condutas de vida em sociedade. A justificativa para o desenvolvimento do estudo é, inicialmente, por se reconhecer e
defender o feminismo como um movimento genuíno de justiça social que tem, como prerrogativa, a defesa de todas as
pessoas humanas, independentemente de seu gênero; também por buscar defender que as enunciações e ações do
feminismo decolonial, alargam as fronteiras e aprofundam as questões de base da própria decolonialidade, e por fim, por
propor, de modo introdutório, um quadro conceitual feminista decolonial que potencialize o reconhecimento da
complexidade e das urgências evidenciadas pelo movimento e que merecem compor as agendas dos estudos
informacionais, uma vez que as causas pelas quais se lutam no escopo desta plataforma, dizem respeito, antes de mais
nada, a defesa dos direitos humanos.
Método: o estudo segue em um percurso metodológico ancorado nas Categorias Fundamentais propostas por S.
Ranganathan: Personalidade, Matéria, Energia, Espaço e Tempo (PMEST), como base de sustentação para a
composição de uma apresentação introdutória dos conceitos e expressões que compõem as enunciações feministas
decoloniais.
Resultado: se constatou, mais uma vez, que a proposta biblioteconômica Ranganathiana viabiliza a compreensão de
domínios do conhecimento para além se suas estruturas linguísticas.
Conclusões: No que se refere ao feminismo decolonial foi possível reconhecer, pelas enunciações deste movimento, o
quanto ele se sustenta enquanto Espaço (no sentido Ranganathiano) profícuo para um pensar e um agir social e que, por
isso, tem muito a agregar a todas as Ciências incluindo, a da Informação.