O presente artigo se inscreve na abordagem, partindo das
teorias e dos diferentes enfoques das políticas públicas, de uma das de-
mandas feministas mais importantes: o reconhecimento dos trabalhos
de cuidado e de sua participação e impacto na economia dos países. A
primeira parte deste artigo mostrará alguns dos indicadores que são pro-
duzidos para dar conta da situação de inequidade das mulheres na Amé-
rica Latina. Na segunda parte, de modo sucinto, são apresentados dois
tipos de políticas formuladas por instituições multilaterais e pelo Estado,
como resposta a esta situação, e, na terceira, será apresentada a proposta
que, fazendo uma crítica a estas instituições, a economia feminista vem
formulando, através do conceito de economia do cuidado. Por último,
reflete-se as implicações que pode ter para a economia do cuidado a sua
deslocalização teórica diante os processos que se desenvolveram até aqui.