Este artigo analisa a Teoria da Reprodução Social (TRS) como uma abordagem fundamental para compreender a interdependência entre o trabalho produtivo e reprodutivo no capitalismo. Com base nos estudos de Lisa Vogel, Silvia Federici e Tithi Bhattacharya, uma pesquisa evidencia como a invisibilização e desvalorização do trabalho reprodutivo, exercido majoritariamente por mulheres, sustentam a acumulação capitalista. A partir de uma perspectiva feminista marxista, o artigo discute a relação entre gênero, classe e raça na estruturação da exploração da força de trabalho, destacando a necessidade de integrar as lutas por reconhecimento e valorização do trabalho reprodutivo à luta de classes. O TRS, ao propor uma visão ampliada do capitalismo, desafia a dicotomia entre esfera pública e privada, revelando contradições e caminhos para uma transformação social mais equitativa.