Este artigo investiga a relação entre arte e ativismo feminista no início do século XX por meio das trajetórias de Regina Veiga (Brasil) e Laura Rodig (Chile), participantes dos movimentos sufragistas. Busca-se compreender a produção iconográfica sufragista do período, suas características, dimensões políticas e posição nas artes, analisando como essas artistas conciliavam sua carreira e militância. Com o apoio de conceitos de Howard Becker, Pierre Bourdieu, Aracy Amaral e Griselda Pollock, conclui-se que o engajamento político não rompeu a autonomia artística, mas exigiu mediação; a iconografia feminista envolveu ampla rede de ativistas, buscando criar uma identidade visual que persuadisse o público dos ideais emancipacionistas.