A finalidade deste ensaio é refletir sobre os movimentos contemporâneos de artistas e
pensadoras que vocalizam, a partir de suas obras, o mal-estar que o cisheteropatriarcado colonial
impõe às mulheres (bio e trans) e demais corpos dissidentes. Para pensar nessas produções artísticas,
ancoro-me em pensadores como Paul B. Preciado, ao afirmar que uma quebra epistemológica está
acontecendo neste momento, de Gloria Anzaldúa, para quem as ativistas e artistas deveriam subverter
paradigmas hegemônicos inventando jeitos inéditos de contar a história de um país. Compreendo
que vivenciamos um cenário de produção de solidariedades transnacionais a partir da pluralização
dos feminismos e da circulação de narrativas por meio de poemas, protestos, peças de teatro.
Gestos que produzem uma verdadeira guerrilha poética para derrubar o cisheteropatriarcado.