Nos últimos anos, vários Estados em todo o mundo comprometeram-se com políticas externas e de desenvolvimento feministas. Para citar alguns: Suécia, Líbia, México e Alemanha. Estas políticas visam promover a igualdade de género nas relações externas, que têm sido frequentemente construídas sobre estruturas de poder e exploração. Embora as iniciativas sejam louváveis e bem recebidas pelas feministas africanas, este artigo demonstra que a mera adopção de leis e políticas não é suficiente. Em muitos casos, a sua implementação é deficiente e ainda existem grandes disparidades entre os géneros em todo o mundo, que são em parte exacerbadas pelos projectos de cooperação para o desenvolvimento. O artigo faz uma análise crítica das actuais abordagens das políticas externas feministas e apresenta recomendações sobre como moldá-las de forma transformadora.