O presente artigo visa discutir os traços distintivos da Teoria da Reprodução Social (TRS).
Argumento que, ao resgatar a noção marxiana de totalidade social, a TRS avança em
relação à formulações anteriores da perspectiva unitária no sentido de desenvolver uma
compreensão da dinâmica que envolve a produção capitalista e a reprodução da vida
cotidiana da classe trabalhadora, i.e., as relações de opressão, exploração, expropriação
e alienação nas sociedades contemporâneas. Trata-se de importante e distinta chave de
análise das interações entre classe, raça, gênero e sexualidade no capitalismo.