Neste artigo, busco posicionar a teoria de Lélia Gonzalez em diálogo com as teorias
interseccionais contemporâneas. Para tanto, são retomadas as contribuições da autora para a
psicanálise e a centralidade do conceito de pretuguês em sua obra. Por meio deste, objetivo observar
o papel central atribuído pela autora às mulheres negras na formação social brasileira, assim como as
formas de ação política cotidiana dessas sujeitas. A teoria de Gonzalez, assim, é entendida como uma
contribuição para a construção da interseccionalidade situada no contexto brasileiro.