Na contramão do paradigma colonialista, neste artigo, tenho o propósito de investigar
como a intersecção entre os textos “O que os machos querem” e sua tradução para o inglês “What
males want” viabiliza a desestabilização do patriarcado através do intersigno “macho-male”. Eu tomo
como base a perspectiva de que o processo tradutório intercultural se situa no entrecruzamento
de saberes linguístico-semiótico-culturais. Sendo assim, como fundamentos teóricos, apresento:
discussões sobre raça-gênero; tradução intercultural e semiótica da cultura. Ao analisar o corpus
desta pesquisa, percebi que alguns elementos linguístico-culturais, enunciados em processo de
intersigno, significam a desestabilização do patriarcado.