Este texto aborda o debate teórico-político entre a perspectiva autonomista e a marxista da reprodução social. Para isso, baseamo-nos no recente dossiê publicado pela revista Radical Philosophy “Social reproduction theory”, cuja apresentação foi escrita por Silvia Federici e seu artigo teórico por Alessandra Mezzadri. O núcleo duro do dossiê tem o objetivo de polemizar com as posições sustentadas no livro de Tithi Bhattacharya, Teoria da reprodução social: remapeando a classe, recentralizando a opressão. Apresentamos aqui uma “crítica da crítica”, a fim de propor uma leitura sobre a Teoria da Reprodução Social como uma teoria da relação entre produção e reprodução na sociedade capitalista.